terça-feira, 9 de julho de 2013

PROGRAMA AUTÁRQUICO PARTICIPATIVO


O Bloco de Esquerda considera que o governo de um país, concelho, freguesia ou qualquer entidade pública ou privada, mas com participação de dinheiros públicos, ou seja de todos nós, deve ser público, transparente e participado por todos os membros da comunidade.
Na preparação do seu programa eleitoral às próximas eleições autárquicas no concelho do Alandroal, pretendemos que o nosso programa integre os contributos de todos os cidadãos e cidadãs do concelho do Alandroal.



(clica na imagem para acederes ao programa participativo)


terça-feira, 2 de julho de 2013

AUTÁRQUICAS 2013



Após um longo percurso de debate interno e auscultação de vários cidadãos e cidadãs independentes que pensam o município do Alandroal nos seus diferentes domínios, a Comissão Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda decidiu por unanimidade apresentar a candidatura de Fábio Pisco à Presidência da Câmara Municipal do Alandroal.


Fábio Pisco tem 29 anos e é operário fabril na empresa TE Connectivity. É natural da freguesia de Santiago Maior (Alandroal), onde reside.
É aderente do Bloco de Esquerda desde 2006. Considera que mais do que um direito, a política é um dever que assiste a todos os cidadãos e todos o devem cumprir e fazer cumprir.



A lista de candidatos à Assembleia Municipal de Alandroal será encabeçada por Armando Mesquita.


Armando Mesquita tem 57 anos. Licenciou-se em Educação Física e Desporto, pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, sempre como trabalhador-estudante. Após lecionar em Lisboa, fixou-se no Alandroal e nos últimos anos lecionou no Agrupamento Vertical de Redondo e no Agrupamento Vertical de Alandroal.



A lista de candidatos à União das Freguesias de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição), São Brás dos Matos (Mina do Bugalho) e Juromenha (Nª Sra. do Loreto) é encabeçada por Nuno Coelho.


Nuno Coelho tem 35 anos. Reside desde sempre no Alandroal e é aderente do Bloco de Esquerda. Ingressou em 2010, na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, na Licenciatura de Secretariado, de onde se transferiu, em 2012, no decurso do 2º ano, para a Licenciatura de Relações Públicas e Secretariado da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre.
O seu percurso profissional é feito na Administração Pública, desde 1998, onde exerce, atualmente, a função de Coordenador Técnico da Secção de Urbanismo e Ordenamento do Território do Município de Alandroal.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Jornadas Autárquicas 2013


JORNADAS AUTÁRQUICAS DO BLOCO DE ESQUERDA


O ataque da direita às autarquias, o mais grave de que há memória  no Portugal Democrático, e as consequências nefastas das políticas da troika e do governo na economia das pessoas, exigem o resgate da democracia local e respostas claras à situação de emergência social nas comunidades locais.
Nas Jornadas Autárquicas o Bloco aceita o desafio e diz presente, em nome de uma alternativa de esquerda em 2013.

Porto, Hotel Tuela
R. Arq. Marques da Silva, 200
2 e 3 de Fevereiro 2013 - ENTRADA LIVRE


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pensar o Alandroal


PENSAR O ALANDROAL COM O


O Núcleo do Bloco de Esquerda de Alandroal, convida-te a participar numa conversa sobre “o estado a que isto chegou!”, a realizar na sede da Junta de Freguesia de Alandroal (Nª Sra. da Conceição), no próximo dia 19, pelas 16.00 horas.
A conversa contará com a presença do camarada Mário Tomé, ex-militar de Abril.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Carlos Fuentes: escrever para ser

Muito mais que um grande escritor, com a morte do escritor mexicano Carlos Fuente, de 83 anos, a América perdeu um homem do seu tempo – dos seus tempos. Por Eric Nepomuceno, Carta Maior

Vejo algumas fotos em preto e branco. E detenho-me numa, feita nalgum dia incerto da Barcelona daqueles anos 70, mostrando um Vargas Llosa alto e sorridente, um Carlos Fuentes um tanto formal, e um Gabriel García Márquez cabeludo e com bigodes que parecem desenhados a carvão. Fuentes ainda fumava: na mão esquerda, posta fraternalmente sobre o ombro de García Márquez, aparece o cigarro. Ali estão eles: Vargas Llosa aparece à esquerda, Fuentes está no centro, García Márquez à direita. Exatamente o avesso do que a vida reservaria aos três, ou do que os três fariam das suas vidas.
Na foto, os três são jovens, e parecem confiantes, e ocupam o inverso do espaço que o tempo e a realidade se encarregariam de colocar nos seus devidos lugares: quem à direita, ao centro, à esquerda.
Volta e meia imagino como será ter sido ser jovem, ou melhor, ser um jovem Fuentes, um jovem Mario Vargas, um jovem García Márquez naqueles anos de turbilhão. Uma vez perguntei isso a Fuentes. Estávamos em São Paulo, caminhávamos ao léu com Silvia Lemus, sua mulher, para cima e para baixo por aquelas paralelas da rua Augusta, e ele contava-me coisas. Dizia assim: ‘É que a gente era muito jovem, e acreditávamos nas mesmas coisas, e tínhamos uma confiança enorme no futuro’. Insistia: sua amizade com García Márquez, que vinha de 1961, era a qualquer prova. E acabei sendo testemunha disso, dessa verdade.
E lembro que algum tempo depois, coisa de ano ou ano e meio, ao entrar num restaurante italiano em Buenos Aires, topei com ele e com Silvia. E ele, como sempre de uma elegância sem fim – e, atenção: estou a referir-me à elegância como postura diante da vida –, quis continuar uma conversa que eu nem lembrava qual era.
Era a conversa sobre os nossos respetivos anos jovens. Disse ele, lembrando de Vargas Llosa, de García Márquez, de Cortázar: ‘A vida segue, e às vezes, nos separa. Bom mesmo é quando você consegue discordar de tudo e fazer com que nada separe os afetos, a amizade’. Tentou isso a vida inteira. Às vezes – com Cortázar, com García Márquez –, conseguiu. Aliás, sem maiores esforços.
Quando me refiro a ele como um homem elegante, refiro-me a um pensamento que conseguia ser ao mesmo tempo ágil e contido, que não se limitava às barreiras que muitas vezes nos impomos a nós mesmos. Acreditava no que acreditava.
Acreditava no futuro. No futuro da América Latina, no futuro do ser humano. Acreditava que, em algum momento desse nosso eterno recomeçar, nós, da América Latina, deixaríamos de recomeçar e começaríamos de verdade. E escrevia assim: acreditando. Não há dois livros dele que sejam iguais. Porque, no seu ofício, Carlos Fuentes era como na vida: sempre disposto a recomeçar, a reinventar. A sua obra é desigual, porque ao longo da vida somos desiguais. Escrevia cada livro como se fosse o primeiro. E por isso mesmo ele foi tantos, como tantos somos nós no nosso dia-a-dia.
A única coisa que se manteve sempre em cada palavra, cada frase que desenhou, foi a fé no futuro. Jamais acreditou em limites e fronteiras, quando escrevia. E nem quando vivia.
Qualquer um que tenha a palavra escrita como matéria prima, e a memória como guia dos tempos, saberá descobrir no autor de ‘A região mais transparente’, ou ‘A morte de Artemio Cruz’, ou de ‘Terra Nostra’, de ‘Gringo Viejo’, um eterno contemporâneo, um companheiro de viagem, um parceiro de sonhos e ousadias. E uma testemunha de desesperanças e esperanças, de tudo aquilo que poderíamos ter sido e que não fomos.
Fuentes dizia que, mais do que pela obra dos grandes historiadores, dos grandes sociólogos, dos grandes antropólogos – e ele foi amigo de vários dos grandes –, a verdadeira história nossa era escrita por escritores.
Lembro bem da vez em que ele disse que escrever literatura não era um ato natural: era como dizer que a realidade não é suficiente. Que precisa de outra realidade, a da imaginação. E que isso era perigoso. Assim viveu, assim escreveu.
Muito mais que um grande escritor, a América perdeu um homem de seu tempo – de seus tempos. Que soube defender as suas ideias com tamanha inteireza, com tamanha elegância, com tamanha firmeza, que mesmo os que tantas vezes discordaram dele poucas vezes deixaram de respeitá-lo.
Eu perdi um amigo distante. Que teve uma vida coalhada de dramas tenebrosos – a ele e a Silvia foi reservada a pior das dores de um ser humano, a de enterrar os seus filhos – e conseguiu continuar caminhando. E sorrindo.
Lembro de Carlos Fuentes como alguém que não se deixou abater. Que não deixou de sorrir e de acreditar.
Certa vez, ele disse-me que escrevia para continuar sendo. E, assim, foi.
Publicado em Carta Maior

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Miguel Portas (1958-2012)


Neste dossier, divulgamos todos os artigos, vídeos, fotogaleria e notícias que o esquerda.net publicou em homenagem e evocação de Miguel Portas.
Republicamos também alguns textos da sua autoria e relembramos ainda a sua última entrevista televisiva.

Aqui pode aceder aos vídeos O Miguel no Bloco e Miguel Portas - fotogaleria, a uma curta biografia («Fui sempre mais de jogar fora do baralho»), ao poema sobre o 25 de Abril e em memória de Miguel Portas de Ana Luísa Amaral: 25 de Abril e os nossos tempos
Incluímos também a notícia da aprovação pelo Parlamento do voto de pesar, mensagens, diversas reações internacionais, europeias, nacionais e uma significativa referência à dedicação de Miguel Portas à causa dos direitos humanos, sociais e nacionais do povo palestiniano.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FMI (pensões superiores a 7 mil euros)

Os planos de reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) prevêem que os trabalhadores aufiram pensões vitalícias a partir dos 50 anos. Ao mesmo tempo que impõe cortes salariais e diminuição das pensões em países como Irlanda, Grécia e Portugal, o FMI distribui pelos seus ex-funcionários pensões que chegam a ultrapassar os 7 mil euros mensais.

Segundo os Planos de Reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que visam "assegurar um rendimento de substituição" que permita aos funcionários "manter um padrão de vida razoável durante a aposentadoria", as pensões vitalícias são pagas "a partir de 50 anos de idade com um mínimo de três anos de serviço".
As prestações devidas a ex-funcionários do FMI chegam a ascender, por sua vez, a mais de 7 mil euros, o que contrasta, tal como tem vindo a denunciar Dean Baker, codiretor do Centro de Pesquisa Económica e Política, em Washington, com as "escassas pensões de algumas centenas de euros por mês auferidas pelos gregos e que tanto têm irritado os banqueiros".
Segundo Baker, caso a proposta do ex-ministro grego George Papandreu, no sentido de submeter o novo pacote de ajuda financeira a um escrutínio popular, tivesse, de facto, avançado, "o povo grego, que já foi forçado a aceitar um aumento da sua idade de reforma e pensões mais baixas, poderia sugerir o mesmo para os economistas do FMI".
"Mas a oportunidade de o povo grego participar na discussão rapidamente foi vedada", lamenta o codiretor do Centro de Pesquisa Económica e Política num artigo na sua coluna semanal no Guardian. "Estamos de novo perante um diálogo entre banqueiros e políticos", onde "não há muito espaço para a democracia", conclui.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Governo quer cortar 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo

Na apresentação do programa de Governo, Passos Coelho anunciou que o Governo vai adoptar "uma contribuição especial para o ajustamento orçamental", "equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal".

A medida apresentada hoje pelo primeiro-ministro constitui a primeira alteração ao programa de Governo, que tinha sido distribuído.
Passos Coelho declarou que "esta medida, cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado, será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

BLOCO DE ESQUERDA EM TERENA

Amanhã, dia 30, a partir das 11.00h em Terena, no recinto da Festa da Boanova, vamos ter uma iniciativa de apoio à nossa candidatura às legislativas pelo círculo eleitoral de Évora.
Vamos contar com a presença do cabeça de lista Miguel Sampaio, com o candidato Alandroalense Armando Mesquita, e com o coordenador político Francisco Louçã.
Seguir-se-á um almoço de confraternização (também em Terena).

NÃO FALTES!!!
O TEU APOIO É MUITO IMPORTANTE!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O BLOCO PRESTA CONTAS

Para prestar contas da sua actividade no Parlamento, nesta legislatura que chegou ao fim antecipadamente, o Bloco divulga um documento onde resume as propostas, as soluções e os combates pelo emprego, pela cultura, pela saúde e escola públicas, contra a precariedade e contra a bancarrota.
O Grupo Parlamentar do Bloco presta contas disponibilizando um documento onde se encontra um resumo das propostas, das soluções, dos combates pelo emprego, pela cultura, pela saúde e escola públicas, contra a precariedade e contra a bancarrota. Ler O Bloco Presta Contas.
Fazendo um balanço da sua actividade parlamentar, o Bloco quer mostrar-se como “uma esquerda que cumpre a sua palavra”.
No documento encontram-se as várias propostas feitas pelos deputados do Bloco na defesa do trabalho com direitos e da escola pública, pelo acesso à Cultura, para reforçar direitos e pôr fim à discriminação. Também na área da Justiça o Bloco apresentou propostas no sentido de potenciar o combate à corrupção e a violência doméstica.
Neste balanço, o Bloco sublinha os esforços realizados para conseguir uma economia mais justa, para defender o ambiente e a agricultura, e fortalecer o Serviço Nacional de Saúde.
No final desta legislatura, interrompida com a convocação de eleições antecipadas, o Bloco contabiliza 345 iniciativas legislativas: 186 Projectos de Lei e 159 Projectos de Resolução. Destes, 32 Projectos de Lei foram aprovados na generalidade e 17 transformaram-se em lei. Do total dos Projectos de Resolução 51 foram aprovados.

Composição da lista do BE pelo Círculo de Évora

Mandatário:
João António Lopes Pereira e Almeida
Médico - 58 anos
Évora
Licenciado em Medicina
Chefe de Serviço de Medicina Geral e Familiar
Director do Centro de Respostas Integradas de Évora (IDT)

Candidatos/as Efectivos:
José Miguel de Andrade Sampaio Ferreira
Livreiro - 53 anos
Évora
Frequência do Curso de Direito
Membro da Direcção da Associação Perpetuar Tradições
Membro da Associação de Pais da Escola de S. Mamede

Maria do Rosário Capoulas Santos (Candidata independente)
Professora - 52 anos
Montemor O Novo
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas
Foi directora da Alliance Francaise
Foi dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Sul

Armando Emílio Ramalho Mesquita
Professor - 55 anos
Alandroal
Licenciado em Educação Física e Desporto (UTL)
Membro da Associação de Pais do Alandroal
Membro do Conselho Geral do Agrupamento Vertical de Escolas de Redondo

Candidatos/as Suplentes:
Marilisa Xavier Crespo
Professora - 62 anos
Estremoz
Licenciada em Pintura pela ESBAL

Rúben Osvaldo Leirão Lagoa
Auxiliar de Serviços Gerais - 33 anos
Évora
12º ano

Alexandra Marques Espiridião Oliveira
Criadora Teatral, Actriz e Pedagoga Teatral - 41 anos
Évora
Licenciada em Estudos Teatrais - Ramo de Ensino
Directora do PIM Teatro
Directora da Associação de Teatro para a Infância e Juventude

quinta-feira, 31 de março de 2011

Alandroal: Cordão Humano contra as alterações ao transporte de doentes não urgentes

A população do concelho de Alandroal vai organizar um Cordão Humano, no próximo sábado dia 2 de Abril, pelas 11:00 horas, entre a Praça da República e o Centro de Saúde de Alandroal, para manifestar o seu descontentamento em relação às alterações introduzidas no transporte de doentes não urgentes.


Esta foi a principal decisão que saiu da reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Alandroal, que decorreu no Fórum Cultural de Alandroal no passado dia 25 de Março, e que teve como objectivo reunir as entidades com responsabilidade na saúde para discutir a questão das alterações ao transporte de doentes não urgentes, recentemente introduzidas pelo Ministério da Saúde. Participe neste Cordão Humano.

Por isso, apelamos a todos os Alandroalenses a estar presentes nesta manifestação.
Camaradas, reunamo-nos na praça da república às 10.45h.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Companheiros(as)
Com o objectivo de garantir nova grande manifestação conta as políticas do governo, vai haver um autocarro que fará o seguinte itinerário:
Estremoz, Alandroal, Redondo, Évora, Montemor, Lisboa.
O regresso será por volta das 18.00 horas.
A saída será de Estremoz por volta das 10.00 horas, por isso a passagem no Alandroal será às 10.30 horas.

NÃO FALTES!!!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

REUNIÃO CONCELHIA DIA 26.02.2011 - JUROMENHA

Caros Companheiros/as,


Para ser elaborado em conjunto o plano de actividades para 2011, convocam-se todos(as) os(as) aderentes, e simpatizantes, para a próxima reunião de concelhia, que irá ser realizada no Sábado (dia 26) pelas 11,00 horas na Junta de Freguesia de Nª Srª do Loreto (Juromenha). O único ponto de trabalho será o Plano de Actividades para 2011.

Após a reunião iremos fazer um almoço convívio no Restaurante Mateus (Juromenha), aproveitando a iniciativa gastronómica do peixe do rio que decorre no concelho até dia 27.02.2011.

Quem estiver interessado confirme a presença com o camarada Zeferino (tel 961 143 941), preferencialmente até ao dia 24.02.2011 (Quinta-Feira).
Mais uma vez se destaca a importância da participação de todos/as os/as aderentes de modo a dar continuidade à nossa intervenção.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

COMÍCIO COM MANUEL ALEGRE 12.01.2011

COMÍCIO COM MANUEL ALEGRE - ÉVORA
(TEATRO GARCIA DE RESENDE)
QUARTA-FEIRA (12.02.2011) - 21.00 HORAS
COM: MIGUEL PORTAS, JORGE LACÃO, MARIA DE BELÉM e JOSÉ LUÍS CARDOSO

16h00 - Chegada a Évora (junto Templo de Diana) seguido de visita ao Museu de Évora.
17h00 - Deslocação a pé pelo centro da cidade (descida Sé, Rua 5 de Outubro, Praça do Giraldo, Praça Luís de Camões até ao Teatro Garcia de Resende), até à sede de campanha.
17h30 - Inauguração sede de campanha.
19h30 - Jantar com Estrutura Distrital e Concelhia da Campanha em Évora - Restaurante "Cozinha do Cardeal" (Universidade de Évora).

BANCO PÚBLICO DE TERRAS

Decorreu no sábado passado (08.01.2011), na sede da Junta de Freguesia de Nª Srª da Conceição (Alandroal), uma sessão pública de apresentação e debate sobre o Banco de Terras, organizada pelo Núcleo do Bloco de Esquerda do Alandroal.

O evento contou com a presença do deputado Pedro Soares (Presidente da Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República) e de Francisco Louçã (Coordenador Político do Bloco de Esquerda).

A abertura da sessão ficou a cargo do camarada Nuno Coelho (Núcleo do Alandroal), que fez os devidos agradecimentos e uma pequena introdução sobre o tema.

A 1ª intervenção foi de Francisco Louçã, que salientou, entre outros aspectos: - a importância da iniciativa; - que o banco de terras servirá para reanimar a agricultura no nosso país, para revitalizar as populações, e para combater o défice anual na ordem dos 4 mil milhões de euros em importações agro-alimentares.
Salientou, também, a necessidade urgente de se reduzir este valor, significativamente, nos próximos 5 anos.
Terminou reforçando que, estando também na agricultura a resposta ao endividamento, se não houver anuência a este projecto-lei, será dado um grande passo atrás na tentativa de recuperação da nossa economia.

A 2ª intervenção foi de Pedro Soares, que fez a apresentação do projecto-lei, focando os seus aspectos essenciais, enquadrando-os na realidade actual da agricultura no nosso país.
Referiu que: - 70% dos produtos que consumimos é importado; - toda a produção agrícola diminuiu (à excepção do azeite e do vinho que aumentou ligeiramente); - na última década perdemos 32% de trabalhadores agrícolas (mais de 100 mil); - a média de idade do trabalhador é de 65 anos (não se apostou no rejuvenescimento do tecido produtivo); - nos últimos 20 anos reduziu-se a superfície agrícola útil na ordem dos 8%.
Afirmou que: - a gestão do banco é garantida pelo Estado português; - alguns dos objectivos deste banco público de terras são proporcionar o arrendamento de terras abandonadas a quem as quiser trabalhar, dar um sinal novo à agricultura facilitando o início de actividade aos jovens agricultores, e combater o abandono das explorações (e também das povoações).
Realçou que: - os terrenos abandonados serão sujeitos a um agravamento do Imposto Municipal de Imóveis (IMI), exceptuando-se aqueles que forem integrados no banco público de terras; - a integração destes terrenos realiza-se através de contrato, entre proprietários e entidade gestora, onde se estabelecem prazo e arrendamento a terceiros.
Terminou, reforçando que este banco será uma luta constante contra o abandono de terras e que a agricultura sustentável é essencial para a revitalização da economia portuguesa.

No espaço de debate foram discutidas várias questões sobre o funcionamento do banco, e foram apresentadas diversas sugestões, das quais destacamos as necessidades de haver:
  • interligação entre banco de terras e escolas de agronomia;
  • incentivo à actividade agrícola (acabar com estereótipo “a agricultura é para velhos e pouco qualificados”);
  • linha de crédito (financiamento para execução dos projectos a implementar);
  • apoio técnico (sensibilizar, dinamizar e ajudar em questões relacionadas com projectos);
  • funcionamento em cooperativismo entre produtores (à semelhança do que é praticado em Espanha).
Para concluir, o deputado Pedro Soares referiu que "é fundamental não deixar morrer a nossa agricultura". Ao ser reactivada gera-se riqueza, criam-se postos de trabalho e promove-se o desenvolvimento local e regional.
Lembrou ainda que o Banco de Terras serve para reactivar a agricultura em Portugal, mas não é a solução para todos os problemas.
Muito Obrigado.

pode ser consultado aqui o projecto-lei do Banco Público de Terras

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

SESSÃO PÚBLICA NO ALANDROAL SOBRE BANCO DE TERRAS

O Grupo Parlamentar e o Núcleo de Alandroal do Bloco de Esquerda vão levar a efeito uma sessão pública no próximo dia 8 de Janeiro na Junta de Freguesia de Alandroal, pelas 11.00 horas, para debater o Projecto de Lei do Banco de Terras.

Esta sessão contará com a presença de Francisco Louçã e do Presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura da Assembleia da República, deputado Pedro Soares.

http://www.esquerda.net/sites/default/files/pjlbancoterras.pdf

Contamos com a vossa presença.

domingo, 28 de novembro de 2010

Não é fácil fazer greve!

A greve geral foi um sucesso, julgo não existirem dúvidas a este respeito.
Por resultar da junção de forças da CGTP e da UGT e, sobretudo, por ter contado com uma tão grande adesão. A democracia mostra estar viva quando tantos decidem lutar pelos seus direitos. Por direitos comuns, sublinhe-se, numa perspectiva fraterna e solidária. A democracia não rima de facto com resignação.
Mas mesmo nestes momentos de grande adesão, é difícil não se interrogar porque não se conseguem adesões ainda maiores. Tendo em conta o ataque sem precedentes em curso, com cortes nos salários e nas prestações sociais, perdas de direitos, aumento do IVA, não seria de esperar uma paralização total e um grito de indignação ensurdecedor? Trocado por miúdos, está-se a ir ao bolso das pessoas de uma forma sem precedentes e mesmo assim continuam a parecer tantos os resignados com tal facto.
A verdade, há muito conhecida por sinal, é que não é fácil fazer-se greve nos dias que correm. É certo que nos tempos em que não existia liberdade os riscos eram imensamente maiores. Mas a opressão de outros tempos foi hoje substituída pela incrível força do individualismo, pela falta de sentimento de bem colectivo. Se noutros tempos havia o risco até da integridade física por se fazer greve, hoje expressões como solidariedade, fraternidade e defesa de direitos laborais são totalmente estranhas em inúmeros meios. Hoje, em diversos sectores, ser-se sindicalizado é uma extravagância.
E tal clima de escasso sentimento colectivo não deve ser desprezado. É ele que determina que muitos dos que aderiram à greve geral tenham sido considerados autênticos excêntricos e líricos, inclusive por colegas. É ele que determina que quem adere a este tipo de protestos, usufruindo de um direito basilar em democracia, possa ser olhado com desconfiança pelas suas chefias como se de um perigoso insubordinado se tratasse.
Por tudo isto, são naturalmente de saudar os muitos milhares de trabalhadores que abdicaram nesta quarta-feira de um dia de salário. Que tiveram a coragem de abdicar das boas graças dos seus superiores ou que se colocaram mesmo em situação de fragilidade num mercado de trabalho cada vez mais instável. Fizeram-no em defesa de direitos colectivos, de melhores condições de vida para todos. Muito mais simples seria não aderir a coisa nenhuma, não se chatear, assobiar para o lado, esperar que outros assumissem a linha da frente na defesa dos nossos direitos, prosseguindo assim calmamente com a nossa vidinha.
Por isso é que o que se passou nesta quarta-feira assumiu contornos tão especiais. Resta aproveitar o balanço e continuar a combater esta tendência alastrante que encara a defesa de direitos laborais comuns como algo quase exótico. A democracia agradece.

por: João Ricardo Vasconcelos (Politólogo)
autor do blogue Activismo de Sofá

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Guia para a greve geral

A greve é por todos e por todas. Se nos calarmos, amanhã será pior. A greve é a nossa resposta.

A greve é para todos e todas. O pré-aviso das duas centrais sindicais permite a qualquer trabalhador em qualquer serviço ou empresa fazer a greve sem retaliações.

A greve é por todos e por todas. Porque o aumento dos impostos bate a todas as portas. Porque o congelamento de pensões afecta os mais pobres. Porque o corte do abono atinge 383 mil famílias. Porque todos conhecemos um familiar ou amigo desempregado. Porque já ouvimos Passos Coelho: "para o ano será pior". Porque já ouvimos Sócrates: este ano já é pior. Porque sabemos de Cavaco Silva: não incomodem os mercados que os mercados tomam conta de nós.

Por isso, a greve é a tua resposta. Se nos calarmos, amanhã será pior. Se não mostrarmos que quem trabalha e produz é que faz mover o país, amanhã a PT continuará a distribuir dividendos para não pagar imposto. Se não defendermos agora os precários e os desempregados, amanhã vão-nos pedir mais cortes de salários para pagarmos o BPN e o BPP. Se não defendermos agora o apoio social contra a pobreza, amanhã vão-nos passar a factura de mais submarinos. A greve é a nossa resposta.

É a resposta dos reformados. Se estás reformado, vai à porta da tua empresa no piquete no dia de greve. Ajuda os teus colegas. Fala com eles. Luta por eles, que eles lutam por ti.

É a resposta dos desempregados. Se estás desempregada, junta-te no centro da cidade às concentrações e actividades do movimentos sindical, para ser ver quantos somos e a nossa determinação.

É a resposta dos estudantes. Se és estudante, apoia a greve dos funcionários e dos professores. Organiza o piquete na tua faculdade e vai às aulas convidar os teus colegas a juntarem-se à greve.

É a resposta da saúde. Se és enfermeira ou médico, explica aos utentes do Serviço de Saúde porque é que estamos a fazer esta greve, por eles. Para combater o aumento do preço dos medicamentos, para defender a saúde para todos.

É a resposta dos autarcas. Se és eleita na tua freguesia ou na assembleia municipal, organiza com o teu grupo municipal o apoio a todos os piquetes na freguesia. Vai para a porta das empresas, grandes e pequenas, fala com os comerciantes e pede-lhes apoio, a luta também é deles, que sabem o que é a crise.

Vem para a rua, vem para a praça. A greve não é um feriado, é uma festa. Em Lisboa no Rossio, no Porto nos Aliados. No centro de Braga ou em Setúbal ou em Coimbra. A greve é de todos.

por Francisco Louçã